19.9.09

A NOVA MULHER MADURA

A Nova Mulher Madura Fátima Andréia Tamanini-Adames; Vera Lúcia Pires (UFSM) No século XX, a mulher, sempre relegada à invisibilidade, começou a mostrar sua face. Principiou por freqüentar universidades, trabalhar e ter controle da própria fertilidade. Entretanto, ainda há discriminações: ganham menos que os homens, ocupam poucos cargos na política e o apelo sexual e a violência marcam negativamente o sexo feminino. A juventude, a beleza e o sexo nunca estiveram tão em alta. “Ficar velha e feia” é algo que deve ser evitado. Em conseqüência, a imagem da “vovó” não é mais a mesma. O imaginário social de nossa cultura está mudando. Até pouco tempo atrás, a menopausa marcava o final da vida fértil, e, por conseguinte, o término da feminilidade. Hoje, muitas “senhoras” com poder aquisitivo consomem roupas da moda e produtos de beleza de última geração, além de viajarem e se divertirem, retardando seu envelhecimento. E o mercado editorial está atento a tais mudanças. Analisando enunciados oriundos da imprensa escrita, podemos verificar a presença dessa nova mulher madura e observar até que ponto o referencial de gênero está mudando. Estudando publicações da imprensa escrita sobre mulheres, encontramos discursos estabilizados que retêm a memória de um passado hierárquico. Por outro lado, emergem novas representações discursivas que tem como referência esta nova mulher. Como essas mudanças são marcadas via linguagem? Esta é nossa proposta de discussão.

2 comentários:

  1. Adorei seu blog, contém informaçôes preciosas, Obrigada por me seguir. Beijos. Claudia.

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  2. Graças a Deus que hoje as avós são mais desinibidas e muitas começam a viver a vida precisamente quando a idade da menopausa chega.
    Ficam mais soltas. Bjo.

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